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Este minúsculo mosquito robô é um marco: o primeiro a voar só com luz solar

Márcio Padrão

29/06/2019 11h18

Crédito: Noah T. Jafferis and E. Farrell Helbling, Harvard Microrobotics Laboratory

O Laboratório de Microrobótica da Universidade de Harvard pesquisa e desenvolve micro-robôs há alguns anos. Em 2017, há haviam realizado um feito com o RoboBee, um pequeno híbrido capaz de voar, mergulhar e saltar da água. Agora a instituição voltou a ser notícia nesta semana com o Robobee X-Wing, versão atualizada que conseguiu, pela primeira vez, voar usando apenas energia solar.

Assim, tornou-se o veículo mais leve de todos os tempos a alcançar um voo sustentado e sem restrições. As versões prévias do pequeno inseto robótico voavam alimentadas por uma fonte de energia via cabo.

O feito pode ser visto no vídeo abaixo. Como dizem as legendas em inglês, o fiozinho que vemos preso ao pé do robô não está enviando energia para ele: serve apenas como medida de segurança, para impedi-lo de cair no chão e se espatifar.

Para conseguir um vôo livre de fios de energia, esta última versão do RoboBee passou por várias mudanças importantes, incluindo a adição de um segundo par de asas.

"A mudança de duas para quatro asas, além das mudanças menos visíveis na relação entre atuador e transmissão, tornou o veículo mais eficiente, deu mais sustentação e nos permitiu colocar tudo o que precisamos a bordo sem usar mais energia", disse Noah T. Jafferis, um dos pesquisadores. E se você é fã de Star Wars, já deve ter percebido de onde veio o apelido X-Wing: os dois pares de asas o tornaram parecido com as famosas naves da saga espacial pilotadas pela Aliança Rebelde.

O robô pesa 259 miligramas –menos que um clipe de papel– e uma envergadura de asas de meros 3,5 centímetros. As células solares, as menores disponíveis comercialmente, pesam 10 mg cada e obtêm 0,76 miliwatts por miligrama de potência quando o sol está em plena intensidade, além de 193 volts de tensão. Isso é menos energia do que seria necessário para acender uma única lâmpada em uma sequência de luzes de Natal.

As células ficam a três centímetros de distância do corpo do robô para que a transmissão de energia não interfira no desempenho. Painéis eletrônicos no "pé" da invenção ampliam o sinal das células.

O voo histórico foi obtido em uma situação controlada de laboratório. Como está hoje, o RoboBee X-Wing precisaria do poder de cerca de três sóis da Terra para ser alimentado em tempo real, tornando o voo a céu aberto fora de alcance por enquanto. Em vez disso, os pesquisadores simularam esse nível de luz solar no laboratório com luzes de halogênio. A equipe continuará a pesquisa para reduzir a potência e adicionar controle remoto para permitir que o RoboBee voe livre por aí.

Sobre o Blog

O Roblog é a casa dos robôs mais fofos, descolados e curiosos desse mundão doido. É produzido pela equipe do UOL Tecnologia.

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