Roblog http://roblog.blogosfera.uol.com.br O Roblog é a casa dos robôs mais fofos, descolados e curiosos desse mundão doido. É produzido pela equipe do UOL Tecnologia. Sat, 19 Oct 2019 07:00:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Robô agricultor pode cuidar de horta e é usado até para maconha http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/10/19/robo-agricultor-pode-cuidar-de-horta-e-e-usado-ate-para-maconha/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/10/19/robo-agricultor-pode-cuidar-de-horta-e-e-usado-ate-para-maconha/#respond Sat, 19 Oct 2019 07:00:13 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=427

O FarmBot é um robô que automatiza o trabalho em pequenas hortas

Para evitar agrotóxicos, as pessoas buscam cada vez mais vegetais plantados de maneira orgânica. Só que ter uma horta não é simples: requer conhecimento, tempo e muito braço para o trabalho que dá. Mas uma empresa de tecnologia tem um sistema que faz todo a parte pesada por você. É o FarmBot, um tipo de robô agricultor que vai cuidar da sua horta.

O sistema faz tudo, planta a semente, irriga, monitora o solo e mostra na sua tela como está sua plantação. Seu esforço será no seu computador ou celular. Você clica e arrasta exatamente o alimento que você quer plantar e em qual canto da horta. Simples, não?

O sistema custa cerca de US$ 4.000 (R$ 16,4 mil). Segundo os fabricantes, se você usar apenas o robô para produzir seus alimentos, em cinco anos vocês consegue reaver o dinheiro gasto apenas se considerar o que deixou de comprar no mercado.

O sistema é constituído por um robô de coordenadas cartesianas e tem código aberto. O FarmBot tem a capacidade de plantar 30 alimentos diferentes em uma área máxima de 2,9 m por 1,4 m, tanto em ambiente aberto quanto fechado.

Como o robô foi feito com software em código aberto, o sistema também está sendo usado para plantar maconha de forma legal no Canadá. Segundo o produtor Nathaniel Morris, em entrevista ao site NJ.com, o sistema consegue detectar as impurezas da planta, como mofo, e trabalha melhor do que um humano bem treinado.

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Será que um dia os robôs vão substituir os juízes na ginástica? http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/10/12/sera-que-um-dia-os-robos-vao-substituir-os-juizes-na-ginastica/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/10/12/sera-que-um-dia-os-robos-vao-substituir-os-juizes-na-ginastica/#respond Sat, 12 Oct 2019 07:00:22 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=421

Ginastas têm corpo digitalizado por nova tecnologia usada no Mundial de Ginástica Artística

O uso da tecnologia no esporte ainda é algo recente. No futebol, ainda se discute o uso do VAR, o árbitro assistente de vídeo, e de técnicas simples como o uso de chips dentro da bola para determinar se, em determinado lance, foi gol ou não. No entanto, a substituição do juiz por um árbitro-robô ainda é algo absolutamente impensável.

No entanto, essa hipótese já é ventilada em outros esportes. Na ginástica artística, por exemplo, já se discute o uso de inteligência artificial como árbitro. No Campeonato Mundial, que está sendo realizado nesta semana em Stuttgart, na Alemanha, 30 juízes-robôs estão sendo utilizados, segundo reportagem do New York Times.

Os robôs são, na verdade, pequenas caixas cinzas colocadas ao redor do local da disputa. No total, são 30 equipamentos do tamanho e formato de um roteador Wi-Fi equipados com sensores tridimensionais a laser que rastreiam os movimentos dos atletas.

Todos os dados coletados são compilados em um sistema de inteligência artificial que, por enquanto, auxilia os árbitros. Esse sistema, projetado pela empresa japonesa Fujitsu, mede e analisa dados como posição do esqueleto, velocidade e ângulo dos ginastas. São dados que, muitas vezes, acabam ignorados pelos juízes.

Por enquanto, o auxílio desse juiz-robô ainda é tímido. No Mundial, o sistema ajuda aos árbitros humanos em caso de questionamento da nota por parte do ginasta ou quando as notas dadas pelos juízes são muito diferentes. Além disso, a tecnologia está disponível apenas para o cavalo com alças, as argolas (alô, Arthur Zanetti) e o salto sobre a mesa.

A federação internacional afirmou que o sistema já alterou alguns resultados no Mundial, mas não especificou quais.

Diante da nova tecnologia, os ginastas se perguntam se chegará o dia em que os juízes humanos serão totalmente substituídos pelos robôs. Bem, pode até ser, mas isso ainda está longe da realidade.

Segundo técnicos e ginastas, um sistema de inteligência artificial nunca será capaz de analisar todas as nuances da ginástica. Existe um aspecto artístico que ainda depende muito do olhar humano.

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Seria este robô fotógrafo o futuro das cabines de retratos 3×4? http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/10/05/robo-que-tira-selfies-quer-substituir-cabines-de-fotos/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/10/05/robo-que-tira-selfies-quer-substituir-cabines-de-fotos/#respond Sat, 05 Oct 2019 07:00:57 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=415

Selfiebot em ação em uma feira na Austrália

Um australiano criou um robô que faz selfies. A ideia, em si, parece estranha. A palavra “selfie”, vem do inglês self, ou “a própria pessoa”. Ou seja, é uma foto que alguém tira dele mesmo, sem ajuda de ninguém. Mas, para que cansar o braço esticando o celular se agora uma máquina pode fazer isso?

O Selfiebot é, na verdade, uma câmera elevada que tira fotos e as imprime na hora. E o que o difere de, sei lá, uma daquelas cabines de fotos 3×4? O robô anda sozinho.

Além disso, ele vem com um ring light para melhorar a iluminação e um tablet. O robô foi criado em 2017 por Enrico Penzo e está sendo usado utlizado em feiras e eventos.

O Selfiebot interage com o público tanto conversando, utilizando tecnologia de Inteligência Artificial, como tirando fotos e fazendo vídeos.

Além de imprimir as fotos, o robô também as envia por e-mail ou SMS. Também é possível customizar as fotos ou fazer gifs animados.

“O Selfiebot é uma solução para a falta de mobilidade nas cabines de fotos tradicionais e evita interações desagradáveis entre fotógrafo e convidados em eventos públicos”, escreveu Penzo, criador do robô, em seu blog.

Existem hoje dez robôs disponíveis para serem alugados na Austrália, Itália, Alemanha, México, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos.

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À venda, assustador cão-robô da Boston poderá mostrar seus reais usos http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/09/28/a-venda-assustador-cao-robo-da-boston-podera-mostrar-seus-reais-usos/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/09/28/a-venda-assustador-cao-robo-da-boston-podera-mostrar-seus-reais-usos/#respond Sat, 28 Sep 2019 07:00:37 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=410

Spot é o cão-robô da Boston Dynamics

Spot é um robô quadrúpede que se parece com um cachorro meio assustador. Fabricado pela Boston Dynamics, o cão-robô foi apresentado em 2015, quando ainda estava em desenvolvimento, em uma série de vídeos que bombaram na internet. As pessoas ficaram intrigadas e um tanto apavoradas com aquele bicho-máquina que dançava, andava na grama, abria portas, rebocava carros e fazia outras atividades.

Enfim, Spot poderá ser comprado. Mas, não por mim, ou por você, ou por qualquer outra pessoa que queira trocar seu amiguinho real de quatro patas que late e faz xixi no tapetinho. O uso do cão-robô será outro. Na última terça-feira (24), a Boston Dynamics anunciou que as empresas interessadas em adquirir o robô poderão se cadastrar em um site e deverão explicar quais usos farão dele.

A ideia é que Spot seja usado em construções e instalações de gás e energia, por exemplo. No anúncio, a Boston Dynamics também lançou um vídeo em que mostra o cão-robô pegando objetos em uma obra, caminhando em um dia de tempo ruim, entre outras atividades. Aliás, o robô consegue correr sozinho em uma velocidade de até 1,6 m/s e conta com uma câmera de 360° que dá a ele visão completa. A máquina também promete ser a prova d’água e de poeira e operar em temperaturas que variam de -20°C até 45°C.

Tá, parece incrível, mas, além de pegar peso e correr, qual pode ser a real utilidade de Spot? Essa é a grande dúvida. A empresa, pelo jeito, também está curiosa. Tanto é que, quem tiver interesse em comprar o cão-robô, terá de detalhar qual é o uso pensado para ele. Aliás, a Boston Dynamics não quis divulgar o preço do seu robô, mas especialistas acreditam que irá custar tanto quanto um carro de luxo, ou seja, vários milhares de dólares.

Pelo menos uma empresa já revelou interesse em comprar o Spot. Mas não é nenhuma fábrica. O Cirque du Soleil quer o robô em seus espetáculos. Mas mesmo eles ainda não sabem ao certo como usar o Spot e afirmaram estar ainda em um estágio de avaliação do potencial do cão-robô na indústria do entretenimento.

O estoque de Spots também é limitado. A Boston Dynamics consegue produzir até mil até o fim do ano. Pelo jeito, a empresa quer que o usuário descubra sozinho para que o Spot pode ser útil e assim ajude a desenvolver ainda mais o robô.

A Boston Dynamics também produz outros robôs. O Spot tem até um, digamos, irmão menor, o SpotMini, que também tem previsão de começar a ser vendido neste ano. Outro robô assustador é o Atlas, que corre quase como um humano.

A empresa surgiu em 1992 pelas mãos de Marc Raibert, professor de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação no Massachusetts Institute of Technology (MIT) entre 1986 e 1995. A princípio focada em software de simulação, a Boston acabou pendendo para uma das expertises de Marc, a mobilidade de robôs.

Em dezembro de 2013, o Google comprou a Boston e a empresa foi incorporada ao portfólio de robótica da Alphabet. No entanto, em meados de 2017, a Alphabet vendeu a Boston para o conglomerado japonês SoftBank.

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Novo robô da ANP vai revolucionar o acesso a dados sobre petróleo no Brasil http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/09/21/novo-robo-da-anp-vai-revolucionar-o-acesso-a-dados-sobre-petroleo-no-brasil/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/09/21/novo-robo-da-anp-vai-revolucionar-o-acesso-a-dados-sobre-petroleo-no-brasil/#respond Sat, 21 Sep 2019 07:00:30 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=406

O Hermes custou R$ 12 milhões à ANP

Um robô promete mudar a maneira e a velocidade como se acessam dados gerados pela indústria do petróleo no Brasil. Trata-se do Hermes, inaugurado em julho pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Hermes custou R$ 12 milhões e deve minimizar os custos e oferecer mais segurança e velocidade nas entregas de dados de exploração do petróleo no Brasil.

O sistema comporta mais de 40 petabytes em armazenamento, algo inédito no Brasil, e é do tipo nuvem privada.

Antes do Hermes, o processo de procura, montagem e cadastro de uma fita de armazenamento com informações sísmicas e de digitais de poços, por exemplo, levava em média 20 dias. Aliás, quem quisesse informações desse tipo tinha de ir até o prédio da ANP, no Rio de Janeiro.

Agora, as empresas usuárias do Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP (BDEP) conseguem extrair esses dados em minutos.

Com esse tipo de resultado em mãos, as empresas petrolíferas conseguem mapear possíveis poços de petróleo inexplorados e trabalhar em novas regiões do litoral brasileiro, por exemplo.

Com o Hermes, serão armazenados dados de sísmica, tomografias computadorizadas de amostras, dados digitais de poços, de métodos não sísmicos, dentre outros, das fases exploratória e de produção dos contratos da indústria do petróleo brasileira.

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Guarulhos recebe etapa brasileira da maior olimpíada de robôs do mundo http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/09/14/guarulhos-recebe-etapa-brasileira-da-maior-olimpiada-de-robos-do-mundo/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/09/14/guarulhos-recebe-etapa-brasileira-da-maior-olimpiada-de-robos-do-mundo/#respond Sat, 14 Sep 2019 07:00:48 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=400

Estudante comanda robô durante etapa da WRO no Brasil

Guarulhos, na Grande São Paulo, sedia neste sábado (14) a etapa brasileira da maior olimpíada de robôs do mundo, o World Robot Olympiad (WRO). Estudantes de dez a 20 anos competem para representar o Brasil na etapa internacional do evento, que será realizada na Hungria.

O WRO tem como objetivo estimular atividades relacionadas a ciência e tecnologia nas escolas, além de contribuir para a integração e processo de aprendizagem dos jovens.

Na prática, a olimpíada convida escolas a formar equipes de três alunos, que competem em duas modalidades para criar, projetar e construir modelos de robôs que desempenhem a função proposta no desafio. Neste ano, o tema é “Cidades Inteligentes”, e estão previstos desafios sobre governança, local de trabalho e educação.

Os estudantes participam de duas modalidades: Open e Regular. Na primeira, eles devem construir e programar robôs de acordo com o tema da competição.

Para a categoria WRO Open em 2019, as equipes são convidadas a apresentar ideias inovadoras para as áreas de governança, local de trabalho e educação. As equipes também podem optar por trabalhar em um projeto que se concentre em várias áreas. Por exemplo, a interação entre novas ideias de governança e o local de trabalho do futuro.

Na Regular, os participantes devem construir e programar robôs que solucionem um determinado desafio, como projetar um robô que possa substituir lâmpadas antigas por lâmpadas inteligentes. Nesta modalidade, as equipes se dividem em Elementary (de 10 a 12 anos), Junior High (de 13 a 15 anos) e Senior High (de 16 a 20 anos).

Na Elementary, o tema será transporte inteligente de passageiros. Já na Junior, o desafio gira em torno da iluminação inteligente. Na Senior High, os participantes terão de resolver problemas relacionados a redes inteligentes.

Todos os robôs são feitos de Lego, mas a linguagem de programação deles é da escolha de cada time.

A etapa deste ano dará quatro vagas para a etapa mundial do WRO, que será disputada na Hungria entre 7 e 10 de novembro. Outros quatro times brasileiros já foram definidos em outros campeonatos disputados ao longo deste ano.

Segundo Adriano Cruz, organizador da WRO no Brasil, o país conta hoje com 310 times.

“As escolas ainda são maioria. Participam instituições particulares, públicas e de todo o país. Temos poucas equipes universitárias por conta da dificuldade de materiais”, contou.

Cruz conta que todo ano, no dia 15 de janeiro, um desafio mundial é lançado. A partir daí, a equipe que quiser participar se inscreve para que iniciem seus treinos.

“Para 2020, a gente está prevendo a realização de três torneios regionais abertos e alguns de redes de escola e mais a etapa nacional”, explicou.

A etapa brasileira da WRO será realizada no Colégio Eniac, em Guarulhos, das 8h às 18h deste sábado.

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Robô-verme criado pelo MIT pode virar salvação de pacientes vítimas de AVC http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/08/31/robo-verme-pode-ser-usado-para-salvar-pacientes-que-sofreram-avc/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/08/31/robo-verme-pode-ser-usado-para-salvar-pacientes-que-sofreram-avc/#respond Sat, 31 Aug 2019 07:00:48 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=391

O robô desenvolvido pelos cientistas do MIT é fino e comprido com um verme – Crédito: MIT

Engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criaram um robô minúsculo e comprido como um verme que poderá ser guiado pelo labirinto de artérias e veias do cérebro e tem o potencial para salvar pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo.

A equipe de pesquisadores liderada por Xuanhe Zhao e Yoonho Kim fabricou o robô usando um polímero com minúsculas partículas magnéticas incorporadas a ele. Isso significa que o pequeno verme de menos de 0,6 mm de diâmetro pode ser guiado com o auxílio de um ímã. Além disso, o robô é revestido com material autolubrificante, o hidrogel.

A ideia é que, no futuro, os médicos guiem esse robô de maneira remota pelos vasos cerebrais do paciente para tratar rapidamente bloqueios e lesões, como as que ocorrem em aneurismas e derrames.

“O AVC é a quinta causa de morte e a principal causa de incapacidade nos Estados Unidos. Se o AVC agudo puder ser tratado nos primeiros 90 minutos, as taxas de sobrevivência dos pacientes poderão aumentar significativamente”, afirmou Xuanhe Zhao, professor associado de engenharia mecânica e engenharia civil e ambiental do MIT. “Se pudéssemos projetar um dispositivo para reverter o bloqueio dos vasos sanguíneos dentro desta ‘hora de ouro’, poderíamos potencialmente evitar danos cerebrais permanentes. Essa é a nossa esperança.”

O robô ainda não foi usado em humanos. Os pesquisadores testaram o robô em uma réplica de silicone em tamanho real dos principais vasos sanguíneos do cérebro, incluindo coágulos e aneurismas, feita de acordo com tomografias computadorizadas do cérebro de um paciente real.

A equipe encheu os vasos de silicone com um líquido simulando a viscosidade do sangue e, em seguida, manipulou manualmente um grande ímã em torno do modelo para guiar o robô pelos caminhos estreitos e sinuosos dos vasos.

Segundo Kim, a robótica não havia conseguido nada parecido até hoje porque os robôs existentes para navegar por veias e artérias são muito grandes em diâmetro. Por isso, eles são usados apenas no coração, onde as artérias são mais largas.

O próximo passo da pesquisa será testar o robô verme em animais. Os cientistas já estão discutindo a possibilidade de testes com neurocirurgiões da Harvard Medical School.

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Este robô-enfermeiro ajuda idosos em tarefas simples como se vestir http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/08/24/este-robo-enfermeiro-ajuda-idosos-em-tarefas-simples-como-se-vestir/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/08/24/este-robo-enfermeiro-ajuda-idosos-em-tarefas-simples-como-se-vestir/#respond Sat, 24 Aug 2019 07:00:45 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=387

Robô-enfermeiro da Imperial College de Londres auxilia pessoas a se vestirem. Crédito: Imperial College London

Por causa da falta de enfermeiras no Reino Unido, pesquisadores da Imperial College de Londres estão desenvolvendo um robô para auxiliar idosos e deficientes.

O robô tem dois braços mecânicos, um rosto animado bem simpático, e sensores que o avisam se um humano está com dificuldades para levantar ou para mover um membro.

O robô não foi totalmente desenvolvido pelos britânicos. Ele é uma versão de Baxter, um robô feito em 2011 pela startup americana Rethink Robotics. A partir daí, ele virou um dos principais robôs de pesquisa usados por universidades mundo afora.

A versão desenvolvida pelo Imperial College tem uma habilidade maior para ler movimentos humanos e pode, por exemplo, auxiliar pessoas em tarefas como se vestir.

O Baxter britânico também tem dedos feitos em impressoras 3D, o que aumenta sua capacidade motora.

O robô também auxilia os médicos, já que, por meio de dados fornecidos pelo sistema, é possível verificar alterações na mobilidade do usuário.

Por meio de inteligência artificial, ele aprende sobre as preferências e habilidades de quem ele está ajudando, de modo a fornecer um auxílio totalmente personalizado.

Por enquanto, o robô ainda está em fase de pesquisa na Imperial College e ainda não está à venda ou disponível para o público em geral. Os pesquisadores ainda estão testando um protótipo para se certificarem de que a versão final seja totalmente segura para humanos.

Além disso, os engenheiros da equipe estão aperfeiçoando os dedos do robô. A ideia é possibilitar que o robô realize tarefas ainda mais complexas.

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Pode isso, monges? Robô vira sacerdote budista em templo no Japão http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/robo-vira-sacerdote-em-templo-budista-no-japao/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/robo-vira-sacerdote-em-templo-budista-no-japao/#respond Sat, 17 Aug 2019 07:00:07 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=378

Robô Mindar trabalha como sacerdote em um tradicional templo budista no Japão – Crédito: Charly Triballeau/AFP

Um robô está recebendo fiéis e visitantes em um templo budista de 400 anos de existência em Kyoto, no Japão. O androide Mindar, que custou cerca de US$ 1 milhão, se transformou em Kannon, bodsativa da compaixão, e recita sutras budistas, além de advertir a todos, com uma voz metálica, sobre os perigos da vaidade, do desejo, da cólera e do ego.

Para os sacerdotes humanos do templo Kodaiji, o robô está adaptado ao budismo e pode, pouco a pouco, conforme a tecnologia for avançando, melhorar ainda mais sua experiência.

“O budismo não é uma crença em um deus. É seguir o caminho de Buda. É se comprometer com o caminho de Buda. E pouco importa se esteja representado por uma máquina, um pedaço de ferro ou uma árvore”, disse o sacerdote Tensho Goto, à AFP.

Mindar tem a parte superior do crânio aberta, deixando exposto seus elementos eletrônicos. Além disso, o robô possui uma pequena câmera no seu olho esquerdo e tem o rosto, as mãos e os ombros feitos de silicone para imitar a pele humana. O androide-sacerdote fica em uma sala especialmente projetada para ele.

“Pode ser difícil para algumas pessoas se comunicar com sacerdotes um pouco antiquados como eu. Espero que este robô seja uma forma lúdica de encher este vazio”, afirmou o sacerdote Goto.

O robô surgiu da parceria entre o templo zen-budista —um dos mais tradicionais do Japão— e o especialista em robótica Hiroshi Ishiguro, da Universidade de Osaka.

A instituição de ensino fez uma pesquisa entre os fiéis. Alguns disseram que sentiram um “calor que não se sente em frente a uma máquina”, enquanto outros, do contrário, se sentiram “pouco cômodos” diante das “expressões fortemente artificiais do robô”.

Alguns fiéis mais irritados acusaram o templo Kodaiji de sacrilégio.

“Os ocidentais são quem mais estão incomodados pelo robô. Fomos educados com histórias em quadrinhos em que os robôs são nossos amigos. Mas os ocidentais pensam diferente”, disse Goto.

“A grande diferença entre um monge e um robô é que nós vamos morrer, enquanto ele conhecerá muita gente e armazenará muitas informações que o farão evoluir até o infinito”, completou.

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Este robô pode ser pisado por nós e ainda resistirá, que nem as baratas http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/08/03/este-robo-pode-ser-pisado-por-nos-e-ainda-resistira-que-nem-as-baratas/ http://roblog.blogosfera.uol.com.br/2019/08/03/este-robo-pode-ser-pisado-por-nos-e-ainda-resistira-que-nem-as-baratas/#respond Sat, 03 Aug 2019 18:41:37 +0000 http://roblog.blogosfera.uol.com.br/?p=372

Uma das coisas mais fascinantes sobre os robôs é que na verdade eles podem ter formas radicalmente das dos homens e demais seres vivos. Este aqui, , desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Tsinghua, na China, e da Universidade da Califórnia, em Berkeley, parece apenas uma tira de papel dobrada, mas é capaz de se mover rapidamente e sobreviver ao pisão de um adulto. Como uma barata.

Medindo três centímetros por 1,5 cm, ele consegue correr a 20 comprimentos de corpo por segundo, ou seja, 30 cm/s. Ele também pode carregar coisas pesadas, como amendoim na casca (seis vezes o seu próprio peso), mas isso diminui um pouco sua velocidade.

No vídeo abaixo, um adulto que pesa quase 60 quilos pisa o “bicho” e ele continua tranquilão.

Mas do que ele é feito? De uma camada termoplástica imprensada por eletrodos de paládio-ouro, ligados com silicone adesivo a um plástico estrutural na parte inferior. Quando uma tensão baixa, entre oito e 60 volts, passa pelos eletrodos, o termoplástico se estende e se contrai, fazendo com que as costas do robô se flexionem e o “pé” pequeno se mexa, gerando o movimento.

Os pesquisadores sugerem que robôs como estes poderiam ser usados ​​para “exploração ambiental, inspeção estrutural, reconhecimento de informações e alívio de desastres”. Claro que tudo isso é no mundo ideal e há muito desenvolvimento a ser feito, para que ele possa fazer mais além de carregar amendoins.

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